Trecho do Jornal comemorativo dos 80 anos do Vespasiano Esporte Clube
Por: Jânio Carlos
O ano de 1991 foi um ano de muitas alegrias para o Vespasiano Esporte Clube, pois naquele ano conquistamos o título da categoria de juniores e do amador. A memória às vezes nos trai, mas vou tentar abaixo registrar alguns fatos marcantes que compõem a história daqueles momentos marcantes na vida das pessoas que estiveram direta e indiretamente envolvidas no sofrimento e alegria daquelas conquistas.
* A diretoria foi bastante atuante, tendo à frente o Silmar, Janinho, Leleco, Ziza, Vicente, Gervázio, Raimundinho e outros que no momento não consigo lembrar. Realmente tenho saudades daquela turma, pois a união do grupo era modelo para os jogadores. Naquele ano, com certeza, dedicamos grande parte de nossas vidas ao Vespasiano;
* O técnico do amador era o Sr. Núbio – um grande vespasianense que antes de técnico era um grande (jogador) torcedor – sendo esta uma das causas de seu grande carisma junto aos atletas. O título conquistado se deveu em muito a sua coragem em assumir riscos, embora às vezes criticado, porém ele nunca se abateu e sempre pedia opinião à diretoria que sempre o deixou totalmente à vontade para comandar a equipe;
* Nossa primeira partida foi contra o Alvorada na Vila Ical e ganhamos de 2 a 1 com um golaço de Bodão. Naquele ano Bodão foi considerado o talismã do time, pois sempre que entrava marcava o gol da vitória;
* Foram muitas as vitórias e agora não me lembro de todas, mas as vitórias contra o Valença (quebrando um tabu de quase dois anos com um gol de Duro) e contra o União nas semifinais com um show de bola do Eduardo, são vitórias inesquecíveis;
* A final contra o Independente, o nosso tradicional rival foi emocionante. A segunda partida no campo do Independente contra tudo e contra todos foi sensacional com um show do goleiro Rodrigo, Duro, Cacá e companhia ltda. Durante toda a semana fomos muito gozados na rua, pois a turma do Independente considerava impossível perder dentro de casa. Sabíamos que ia ser uma guerra, porém preparamos muito a cabeça de nossos jogadores. Na final o jogador Eduardo (nossa maior estrela) estava machucado e não sabíamos se poderíamos contar com ele. Foi tudo muito difícil. O Independente fez um gol logo nos primeiros minutos, porém não perdemos a calma e empatamos o jogo com o Eduardo e no finalzinho Duro fez a massa azul ir ao delírio com um gol de raça e oportunismo. Para mim foi uma emoção muito grande, primeiro pela satisfação de termos um trabalho reconhecido e premiado com o título e segundo por ver a alegria e emoção do meu pai (Pedrinho) que nos acompanhou e continua acompanhando o Vespasiano onde quer que ele esteja;
* Não há como diferenciar jogadores naquele ano, todos foram brilhantes, responsáveis;
* Não há como esquecer o Sr. Núbio com a camisa azul indo para a Igreja pagar a promessa que fez caso fôssemos campeões;
* Não há como esquecer a carreata azul e branca percorrendo as ruas da cidade e indo parar na casa do Toninho como forma de homenagear um grande atleta vespasianense;
* Não há como esquecer a grande festa do título e as pessoas que contribuíram para que ela pudesse acontecer;
* Não há como esquecer a turma da charanga do Zirimba cantando:
“Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe / Dá-lhe VEC / O mundo se coloriu de azul / O Vespasiano é temido / De leste a Oeste / De norte a sul”.
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