Durante a dragagem do rio, parte da obra acabou invadindo sua propriedade, o que o deixou insatisfeito e o levou a decidir pela venda da área. Ele ingressou na Justiça para requerer o despejo do VEC, que acabou perdendo a causa. Na época, o treinador era José Aguiar Pinto Coelho, e o Sr. Paluca exercia a presidência do clube.
Sebastião recorda que, no ano de 1942, a formação aproximada da equipe contava com: Florentino no gol; Zé Lobo e Afonso Bandejão na zaga; Paulo (filho de Antônio Guarda-Fio), Sinval e Rui Barbosa no meio-campo; e Batista e Marcílio no ataque.
Em 1950, o Vespasiano enfrentou grandes dificuldades em razão da disputa judicial pelo campo. O advogado Timponi tentou anular o despejo e ofereceu uma nova área, conhecida como Frango d’Água, que deveria ser paga de forma parcelada. O presidente da época era o Sr. Wilson Barbosa, irmão de Rui Barbosa.
Sebastião também relembra um grande festival em que o Vespasiano recebeu o União de Itabirito, vencendo a partida pelo placar de 3 a 0. Entre os maiores jogadores da época, ele destaca Jonas, Mormela, Nelson Barbeiro e Afonso.
Em uma partida realizada em 1960, entre o Independente Futebol Clube e o Vespasiano, torcedores adversários queimaram a bandeira do VEC após a vitória vespasianense por 4 a 0, o que gerou uma grande confusão, evidenciando a intensa rivalidade entre as equipes.
A Aeronáutica também teve participação importante no futebol local. Sebastião lembra que o Coronel Dirceu levou o atacante João de Deus para o time do Parque Aeronáutico, jogador que, segundo ele, tinha nível para atuar em qualquer equipe profissional. Mormela e Bécio foram também grandes conselheiros do Vespasiano.
Sebastião relata que ficou especialmente triste quando precisou servir o Exército no Rio de Janeiro, durante o período da guerra, pois sentia muita saudade dos amigos e do futebol. Seu filho, Sebastião Inácio Filho, conhecido como Tanza, também jogou pelo Vespasiano.
O mascote Frango d’Água surgiu em razão da nova área do campo ser frequentemente alagada, atraindo patos de outras regiões. Juquinha Fernandes foi quem providenciou a aquisição do terreno para o novo campo, e Duti deu a entrada inicial para a compra.
Entre os que mais trabalharam na construção do campo, Sebastião destaca Guerindo Germino, que atuava com máquinas de terraplenagem do DER e as levava para auxiliar nas obras. Morador do Caieiras Velho, ele contava com o apoio do irmão Emílio Germino, um vespasianense apaixonado pelo clube.
Lembra ainda dos grandes defensores do time dentro e fora de campo, como Américo, Alípio (genro do Sr. Ingó) e Jair, irmão de Alípio, que defendiam o Vespasiano “com unhas e dentes”.
Entre os times mais marcantes de sua memória estão formações com Batista, Tito, Núbio, Noé e Zé Metido. Para ele, o melhor jogador foi Batista, que tinha nível para ter seguido carreira profissional.
Em 1969, o Atlético Mineiro veio a Vespasiano e empatou com o VEC, em mais um jogo histórico. Sebastião também não deixa de lembrar das tradicionais festas de Carnaval, que eram um grande sucesso na cidade.

