Por Edilson Pereira
23/09/13 01h26 – Atualizado: 30/01/15 17h13
(foto: Foto Arquivo/EM – 09/10/68)
Quando se fala em grandes craques que passaram pelo futebol paranaense, um nome não pode ficar de fora: o do ponta-direita João Bosco dos Santos, mais conhecido como Buião. Ele passou por grandes clubes brasileiros e foi ídolo no Atlético Mineiro, no Corinthians e no Flamengo. No entanto, a maior parte de sua carreira aconteceu no Estado do Paraná. Primeiro, em duas longas temporadas no Atlético Paranaense, de 1972 a 1976; depois, no Colorado, entre 1976 e 1982, quando pendurou as chuteiras. Ao todo, foram dez anos, somando as atuações pelos dois clubes.
Buião firmou raízes em Curitiba, onde nasceram seus dois filhos. Ao encerrar a carreira, voltou para a pequena Vespasiano, no interior de Minas Gerais, perto de Belo Horizonte, para cuidar de seus negócios. O ponta-direita iniciou nos anos 1980 uma nova trajetória fora dos gramados, trabalhando para transformar a Viação Buião em uma grande empresa — e novamente obteve sucesso. Hoje, Buião é um empresário bem-sucedido.
A história começa em 31 de janeiro de 1946, quando João Bosco dos Santos nasceu em Vespasiano. Jogar bola era o principal passatempo de Buião, de seus irmãos e de seus amigos. Aos 10 anos, ele já era considerado craque. “Minha cidade era muito pequena, e o maior passatempo era jogar bola. A gente ia para a escola e quando voltava jogava bola o dia inteiro”, lembra ele. A família sempre o apoiou. “Na minha família, éramos sete bons jogadores. Conforme a idade, fomos nos integrando na equipe do Vespasiano. No começo, no juvenil, éramos três que jogavam juntos. Com o passar do tempo, já éramos cinco, e depois sete”, conta.
Além de Buião, um de seus irmãos chegou a jogar no Valeriodoce de Itabira (MG) e depois no Goiânia (GO). Outro atuou no juvenil do Atlético Mineiro. Mas Buião foi o único que prosperou profissionalmente, construindo sua carreira principalmente em Vespasiano, onde também surgiu o seu apelido. “Quando eu era criança, chamavam-me de Bujão, porque, com 1,68 m, o sobrepeso me dava uma aparência rechonchuda. Só que o técnico Juca Sapateiro, que gostava de destacar as proezas e a escalação do seu time, inclusive com apelidos, mandou escrever o nome como ‘Buião’ em vez de ‘Bujão’”, relembra. Quando seus amigos viram a grafia, acharam engraçado e passaram a usar o nome — e assim ficou até hoje.

